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Quais cachoeiras ir na Chapada dos Veadeiros?

Apesar de eu achar que as comidas na Chapada dos Veadeiros sejam uma atração a parte, o que a gente quer ver mesmo por lá são as trilhas, cachoeiras e paisagens de tirar o fôlego.

E olha, as cachoeiras na Chapada dos Veadeiros tiram o fôlego mesmo! 😉

Resumindo minha viagem pra que vocês possam entender: ficamos um total de 5 dias na Chapada dos Veadeiros e tentamos aproveitar o máximo de trilhas que tinham por lá.

Muitas delas não são próximas e, por isso, a gente geralmente fazia uma trilha por dia, até pra não morrermos de cansados depois.

Acredito que escolhemos muito bem em quais trilhas ir, mas confesso que levei um puxão de orelha de gente local dizendo que não deveríamos só ir em trilhas tão conhecidas.

Então se eu tenho uma dica pra vocês é: escolham alguma das trilhas que fomos, mas pergunte a locais dicas deles. Tenho certeza que serão belas surpresas que vocês vão encontrar!

Agora vamos pro que interessa, né?! Quais cachoeiras ir na Chapada dos Veadeiros?

*Se você quiser saber sobre a questão dos guias, deixei um pouco mais explicado lá embaixo, no final do post.

** Os créditos das fotos são da Thais e do Vitor.

Almécegas I e II

Almécegas é aquele tipo de trilha que eu indico você fazer bem no começo da sua viagem ou no final dela. São duas trilhas super tranquilas de fazer!

Almécegas I tem uma caminhada de mais ou menos 1km e Almécegas II são 500m. Sem muitas subidas ou descidas estranhas e sem dificuldade.

Nós chegamos lá já era começo da tarde, deu tranquilamente pra fazer as duas e ainda sobrou tempo para passar no Jardim de Maytrea e ver o pôr do sol no meio da estrada.

Das duas, a minha preferida foi Almécegas I.

A entrada é R$40 para as duas cachoeiras. Na mesma fazenda você consegue também trilhar a Cachoeira de São Bento, que tem um valor adicional.

Catarata dos Couros

A Catarata dos Couros é um complexo com várias cachoeiras lindas!

Geralmente o pessoal começa pela Cachoeira Muralha dos Couros e finaliza na Cachoeira do Parafuso ou na Cachoeira do Bujão. A gente fez a trilha diferente e fomos do final para o começo!

A minha cachoeira preferida, definitivamente foi a do Parafuso. Foi onde deu pra mergulhar, nadar e relaxar um pouco.

A trilha eu confesso que penei pra fazer. O nível de dificuldade dela não é tão hard, mas existem alguns locais que são bem chatinhos de andar.

Além disso, fizemos uma parte da trilha escalando uma das cachoeiras, coisa que eu não recomendo se você não tem prática alguma com isso (eu cai e me machuquei!).

Chegamos na trilha por volta do meio dia e saímos de lá bem no final da tarde. Mas tivemos algumas paradas para aproveitar as cachoeiras, então se você só quiser ver, talvez você consiga fazer em uma manhã ou uma tarde e aproveitar outras trilhas por aí.

É possível, na chegada da trilha, pedir almoço caseiro para a volta da caminhada. A gente não pediu, mas ouvimos dizer que é bem gostoso.

Pagamos por lá só o estacionamento, que foi R$15 por carro.

Santa Bárbara

Eleita a minha favorita, entre todas as cachoeiras na Chapada dos Veadeiros que eu fui, a Cachoeira de Santa Bárbara me deixou sem palavras quando eu vi aquela água azul cristalina.

Além de ser uma cachoeira localizada em um lugar cheio de história, a Comunidade Quilombola Kalunga. Pesquisem sobre eles!

Santa Bárbara é super acessível! Você chega na comunidade, anda com um dos transportes deles por 4km e depois tem mais uma caminhada de 1km e já está nela.

A dificuldade da trilha é super tranquila e é uma das trilhas mais bem preparadas que eu vi.

O detalhe: a cachoeira tem número de visitantes permitidos por dia e limite de tempo nela. Então é bom você ir preparado!

A minha maior dica é: chegue cedo. Assim você aproveita a cachoeira sem movimento e ainda dá pra tirar aquelas fotos que a gente ama.

Pagamos pelo passeio para Santa Bárbara + Capivara o valor de R$35 e mais o guia local que foi R$100 e dividimos em 5 pessoas.

Lá eles oferecem almoço também. Você pode conferir mais informações no meu post de Onde Comer na Chapada dos Veadeiros.

Cachoeira da Capivara

Fomos logo em seguida de Santa Bárbara, pois ela também fica na Comunidade Kalunga.

A Capivara estava lotada de gente e chegamos mais no meio da tarde, quando a água já estava bem fria. Não deu para aproveitar muito na água, mas com certeza é uma cachoeira linda pra visitar.

A dificuldade da trilha é um pouquinho maior porque tem algumas subidas e descidas. Tira um pouco o fôlego pra quem não está acostumado, mas ainda é tranquila.

Acho que dá uns 2km no máximo e você já chega na cachoeira.

Também paramos nas piscinas que tem acima delas, que é um ótimo lugar pra tomar banho quando está batendo o sol. Assim a água não fica tão fria e dá pra aproveitar mais!

A dica aqui é ir na cachoeira logo em seguida que saiu de Santa Bárbara. Estávamos com muita fome e fomos almoçar antes e deu o “problema” de encontrar ela lotada.

Acredito que se você for antes as chances de encontrar ela vazia e poder aproveitar mais são bem maiores.

Macaquinhos

Esse é o complexo de cachoeiras que eu preciso indicar que você faça por primeiro na viagem. A gente deixou pros últimos dias e, pra idosa aqui com um machucado no joelho, ficou bem pesada pra mim.

Se você tem prática com caminhadas, subidas e descidas, vai ser tranquilo. Mas se você tem 0 prática, vai por mim, começa por ela que você não vai cansar tanto!

É um complexo com 11 cachoeiras e todas elas tem suas particularidades. São lindas e ótimas pra explorar (a galera se divertiu indo em uns lugares diferentes).

A trilha tem bastante sobe e desce e fica difícil em alguns momentos, principalmente na volta quando você já está cansado. Mas nada que umas paradas estratégicas não resolvam.

São poucos km de trilha, 1.8km. Mas se você quer conhecer bem todas as cachoeiras e tirar o máximo proveito delas, indico um dia inteiro para o complexo completo (ou até mais dias, caso você realmente queira aproveitar).

Minha cachoeira preferida foi a última, a Cachoeira do Encontro, que quando bate sol, forma um arco-íris lindo e tem borboletas por todas as partes e de todas as cores. Foi ótimo encerrar o passeio em um lugar tão bonito assim!

Ah, se você não estiver com um carro 4×4, vai precisar estacionar seu carro uns 900 metros antes do complexo, pois a estrada começa a ficar mais difícil.

Então são 900m a mais andando na ida e na volta, com uma subidinha que dá um pouquinho de cansaço depois de uma trilha enorme, mas nada que você não vá subindo aos poucos.

E foi nesse caminho que, na ida, vimos uma cobra. Foi o único contato que tivemos com uma e foi uma filhote que passou e continuou seu caminho sem dar bola pra gente (ainda bem, pois temos uma medrosa por aqui!).

Ah, o custo foi de R$40.

Cachoeira Loquinhas

Tivemos um pequeno azar no dia que escolhemos para ir em Loquinhas.

A última cachoeira da trilha estava com a água turva, então não tinha ninguém dentro dela e as fotos não ficariam legais.

Mesmo assim demos uma caminhada pelo complexo e visitamos alguns poços e cachoeirinhas que tem pelo caminho.

A trilha aqui é super tranquila e fácil de fazer. Ela é toda de tablados de madeira, bem curtinha e muito bem sinalizada.

Tem outra trilha que você pode fazer também, a Trilha das Violetas. Mas decidimos não fazer e partir para outro lugar que queríamos muito visitar.

Por ser curta, acredito que você consiga fazer a Cachoeira Loquinhas em uma manhã ou uma tarde e aproveitar o resto do dia em outra trilha ou cachoeira por perto.

O custo de entrada foi de R$30.

Vale da Lua

Outra trilha super tranquila e fácil de fazer. Nós, por exemplo, juntamos Loquinhas + Vale da Lua no mesmo dia e ainda sobrou tempo no final da tarde para descansarmos um pouquinho no hotel.

São uns 2km de trilha, sem muitos desafios pra chegar ao vale em si.

Como fomos em tempo de seca, a água estava bem baixa e em pontos estratégicos. Acredito que em tempo de cheias o local fique mais bonito.

É um daqueles lugares que você encontra um monte de gente por tudo quanto é lugar. Mas é preciso ir dar uma olhadinha!

Uma coisa que eu não gostei é que tem um cheiro forte de xixi. Talvez seja porque a galera faz na água e quando seca nas pedras, o cheiro é o que predomina. Mas tirando isso, o local é bem legal.

As formas que as pedras fazem são incríveis e, em alguns lugares, inacreditáveis. É realmente uma beleza da natureza!

A entrada foi R$20.

Sobre guias:

Muito se fala sobre ir ou não com guias nas trilhas nas cachoeiras da Chapada dos Veadeiros. Vou contar minha experiência e o que achamos para que vocês possam tirar as próprias conclusões.

Inicialmente pensamos em, na maioria dos dias, pegar um guia pois achamos que eles estariam mais preparados para qualquer eventual acontecimento. Mas depois que tivemos algumas experiências, fomos mudando de opinião.

Nos primeiros dois dias, nas trilhas de Almécegas e Catarata dos Couros, nós fomos com guia. Pagamos R$50 e R$40, respectivamente, pelas trilhas que fizemos com ele (o primeiro dividimos em 3 pessoas e o segundo em 5).

Em ambas as trilhas nós vimos pessoas fazendo elas sozinhas, sem auxílio algum de guia. A trilha na Catarada dos Couros está mal sinalizada no sentido de direção, mas se você for seguindo pela trilha em si, acredito que seja tranquilo de fazer.

Se for dar uma dica de uma trilha que eu acho que é bom ter um guia, seria a da Catarata dos Couros.

Almécegas é super tranquilo e tem sinalização, então dá pra fazer sozinho se você quiser arriscar.

Para Santa Bárbara e Capivara você precisa de um guia, é obrigatório. Tem algumas opções: você pode levar o que você quiser, pegar um no CAT em Cavalcante ou um guia local, na comunidade mesmo.

Escolhemos um guia local e eu achei a experiência legal de poder tirar algumas dúvidas sobre a comunidade com uma pessoa que realmente convive ali. Mas vai da sua escolha!

Todas as outras trilhas (Macaquinhos, Loquinhas, Vale da Lua) nós fizemos sozinhos. Todas são fáceis de se localizar e tem sinalização, o que facilita muito na hora do passeio. Se você tem confiança ou está em um grupo, é bem tranquilo pra fazer só vocês, sem auxílio de um guia.

A contratação de um guia é legal quando você quer estar mais preparado pro que pode vir e ter mais informações sobre os locais. Eles podem te contar curiosidades e te deixar mais a par de histórias e acontecimentos pela região!

Isso também fomenta o turismo local, levando dinheiro para a população e ajudando eles em tempos de chuvas, quando é mais perigoso de fazer as trilhas e geralmente os guias ficam mais parados.

Minha dica é: quer um guia? Vai pesquisando antes de ir. Sempre vai ter um guia da vez lá no CAT, caso você não queira selecionar antes, mas pode ser que não seja o guia ideal pra você.

É importante que você, seu guia e suas ideias de trilhas e cachoeiras na Chapada dos Veadeiros se encaixem para que tudo ocorra do jeito certo e com segurança.

Se você estiver com qualquer dúvida sobre as trilhas, cachoeiras ou até mesmo sobre guias, deixa um comentário aí pra mim ou manda uma mensagem no Instagram que eu respondo pra você.

Boa viagem!

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